Avaliação e o ambiente online (2)

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Nos textos anteriores sobre avaliação (confira os anteriores aqui e aqui), compartilhei algumas reflexões sobre a avaliação no ambiente online apoiada em referências que tratam da avaliação em qualquer tipo de ambiente. Agora, especificamente, vou retomar algumas referências para a sala de aula virtual, indicadas ao término desse texto, que consideram experiências de cursos que acontecem no ambiente online.

É evidente a necessidade dos professores considerarem modos eficazes de conduzirem uma aula online, oferecerem espaços de discussões eficazes, além do gerenciamento dos estudantes no ambiente para a oferta de atividades colaborativas e de avaliações online. Além da combinação de momentos síncronos e assíncronos, como já comentado em outro texto, valoriza-se a condução de tutoria por parte dos professores, em horários previamente agendados e de forma síncrona.

Desde 2006, nos Estados Unidos, há oferta de escolas e cursos nos 24 estados com diferentes propostas. Porém, diferente do nosso caso atual, há programas que são mistos, ou seja, que contam com momentos online e momentos presenciais, como os modelos flex, a la carte e virtual aprimorado, que podem ser aprofundados nas pesquisas sobre Blended Learning. A iNACOL, atualmente incorporada pelo Aurora Institute, desenvolveu uma série de orientações para as aulas online na educação básica, porém sempre considerando que os estudantes poderiam avançar pelos conteúdos de acordo com seu ritmo, tempo e interesse, caracterizando a aprendizagem personalizada como pano de fundo.

Nesse sentido, buscando estabelecer um contraponto com o que temos, hoje, em nossas instituições, considero que alguns aspectos abordados pela iNACOL merecem ser analisados:

1. Coerência: um sistema de avaliação online coerente deve ter compatibilidade entre o modelo de aprendizagem do aluno e o que é proposto no sistema como instrumento avaliativo. Assim, independente do percurso metodológico escolhido, ter a oportunidade de identificar as aprendizagens dos estudantes durante o processo, apoiando a trajetória deles, oferece coerência ao sistema avaliativo.

2. Abrangência: os alunos precisam de vários formatos diferentes para demonstrar sua aprendizagem, ou seja, variar entre testes, questões dissertativas, avaliação por pares, resolução de problemas, entre outros formatos.

3. Continuidade: avaliações fornecem informações que permitem monitorar e avaliar o progresso ao longo do tempo e, para isso, é preciso ter clareza dos objetivos de aprendizagem que se pretende atingir e quais as evidências de que foram atingidos para que se possa passar para a próxima etapa.

Baseados nesses pontos, Palloff e Pratt (2015) comentam sobre as avaliações na forma de testes já ofertados pelos ambientes virtuais de aprendizagem, e que esse é um dos modelos mais frequentes de avaliação, desde que exista clareza de que essas avaliações podem envolver o que eles chamam de “fraude”, mas que isso não deveria incomodar os docentes, pois sabemos muito bem que uma prova (que, nesse caso, seria) com consulta pode oferecer alta mobilização cognitiva se for bem elaborada. Além delas, as produções dos estudantes que envolvam diferentes linguagens, como textos, vídeos, esquemas, livros digitais, etc, podem garantir a abrangência e a continuidade. Porém, acima de tudo, devem garantir a coerência do processo: não se avalia de forma diferentes do que foi oferecido como experiência de aprendizagem.

Referências

Littlefield, Jamie. “State-by-State List of Free Online Public Schools, K–12.” ThoughtCo, Feb. 11, 2020, thoughtco.com/free-online-public-schools-4148138.

PALOFF, Rena M. e PRATT, Keith. Lições da sala de aula virtual: as realidades do ensino online. Porto Alegre: Penso, 2015.

 

Avaliação e o ambiente online

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A avaliação em condições de aulas que acontecem no ambiente online é sempre uma questão que gera uma certa dúvida: qual o melhor formato para avaliar os estudantes? Como garantir o levantamento de evidências que representam os avanços dos estudantes? Em que momento realizar as avaliações? Entre outras dúvidas de pais, estudantes e instituições de ensino. Assim, é importante refletir sobre alguns aspectos:

Concepções de avaliação

Em outro texto já postado neste blog, fiz uma análise sobre a avaliação pensada como um processo, não um fim. A avaliação considerada como processo pressupõe que a construção do conhecimento não é acumulativa e, portanto, não depende apenas da memorização. Quando internalizamos conceitos e os conectamos a uma rede conceitual, lembramos dessa relação entre conceitos não porque houve uma intencionalidade pedagógica para garantir que esses conceitos fossem “armazenados na memória de longo prazo”, mas porque a rede conceitual é de tal forma significativa, que conseguimos acionar essas informações por meio das conexões que são estabelecidas entre esses conceitos e contextos reais. Esse olhar para a avaliação está conectado a experiências de aprendizagem que colocam o estudante no centro do processo e que são potencializadas pelas metodologias ativas. Assim, a avaliação deve estar conectada ao percurso metodológico que foi adotado pela instituição. Esse é um primeiro ponto de atenção.

Como os instrumentos avaliativos fornecem evidências de que os objetivos de aprendizagem foram alcançados?

Uma questão fundamental para refletir sobre a elaboração de avaliações em um ambiente online é pensar sobre como elaborar experiências avaliativas em que os estudantes possam demonstrar o que aprenderam no ambiente online, considerando que essa será a evidência de que os objetivos de aprendizados selecionados foram alcançados.

Elaborar avaliações que possam ser instrumentos para oferecer devolutivas, feedbacks, aos estudantes é uma forma de identificar os aspectos que precisam ser aprofundados ou retomados e, dessa forma, reorganizar seu currículo enquanto ele está sendo colocado em prática, repensando objetivos de aprendizagem e listando novas evidências que se conectem a eles.

Como relacionar esses aspectos com o ambiente online?

Há diferentes formatos que podem ser escolhidos para utilizar a avaliação no ambiente online. De acordo com o percurso metodológico escolhido e os objetivos de aprendizagem elencados, há opções que melhor se adequam. Vamos a algumas delas:

Rubricas: utilizar rubricas é uma forma eficaz de favorecer a reflexão dos estudantes sobre o percurso e de possibilitar devolutivas mais consistentes. Há diferentes formatos de rubrica: a rubrica analítica, a rubrica holística e a rubrica de único ponto. Airasian (2001) reforça a importância de que as rubricas sejam compartilhadas com os estudantes antes deles darem início à tarefa, para que tenham clareza do que se espera deles naquele momento avaliativo. A utilização de rubricas favorece a mentalidade de crescimento, defendida por Dweck (2008). Há várias fontes que podem ser utilizadas para saber mais sobre a construção de rubricas, como o site Rubstar. As rubricas podem ser utilizadas para avaliar diferentes produções dos estudantes, como vídeos, textos, trabalhos em grupos, livros digitais, entre outras propostas.

Portfólios: quando os portfólios oferecem oportunidade de reflexão sobre o percurso de aprendizagem dos estudantes e são construídos pelos estudantes a partir de parâmetros que foram combinados previamente com o professor, ou construídos coletivamente pela turma, seu papel como avaliação formativa é evidente. Os portfólios podem ser elaborados em diferentes formatos, como os exemplos que podem ser vistos nesta postagem.

Para percursos metodológicos que necessitem de ferramentas mais objetivas, outra ideia é utilizar as inúmeras opções para testes de múltipla escolha, como o Quizlet, o Socrative, entre outros recursos que oferecem a resolução de um problema, utilizando o Nearpod , por exemplo, e envolvendo os estudantes em questões que considerem habilidades mais complexas.

O recurso a ser escolhido será aquele que melhor se conecta com  a visão da instituição sobre avaliação. Principalmente nesses tempos em que as aulas migraram para o formato online, não é recomendado reinventar a roda… O quanto mais as propostas de percursos e avaliação estiverem relacionadas com a missão, os valores e o modelo de trabalho da instituição, mais elas repercutirão positivamente junto aos estudantes e suas famílias. A tarefa não é simples, mas pode ser menos árdua se pensarmos simples e com objetivos claros que justifiquem nossas escolhas!

Sugestões:

Continue suas reflexões sobre avaliação no próximo texto.

Para conhecer alguns materiais de apoio, acesse: www.triade.me/materiais-de-apoio

 

Referências

Airasian, P. W. (2001). Classroom assessment: Concepts and applications (4th ed.). Boston: McGraw-Hill

Dweck, C. S. (2008). Mindset: The new psychology of success. Random House Digital, Inc..

Aprendendo com educadores da China

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Estamos vivendo, na educação, momentos de muito aprendizado e, também, de certa insegurança e preocupação. Escolas da educação básica, no Brasil, não têm experiência com aulas online e não temos referências de pesquisas com dados sobre o que oferece mais resultados na aprendizagem dos estudantes nessa situação. Já que temos a oportunidade de dar uma olhada no futuro, para aprender com países que já passaram pelo que estamos vivendo, podemos nos inspirar, guardadas as devidas proporções, e encontrar caminhos para acertar mais rápido.

Vamos ver o que podemos aprender com educadores da China. Listei 5 pontos que foram muito evidentes nas minhas pesquisas.

Combinar momentos síncronos com oferta de experiências assíncronas

Oferecer atividades, vídeo-aulas e demais materiais para os estudantes, favorece a realização das propostas no tempo de cada aluno e, assim, dá oportunidade para a personalização. Momentos síncronos, em que todos estão conectados ao mesmo tempo, por sua vez, relata uma professora de uma escola internacional em Pequim, criam a sensação de pertencimento, de comunidade. Essas interações, que podem ocorrer na plataforma que os alunos tenham mais facilidade de interagir, dependendo da faixa etária e dos recursos da instituição, valorizam o contato humano. Uma diretora de escola chinesa comenta que esses encontros nem sempre precisam ser obrigatórios, podem ser opcionais, mas devem existir para auxiliar na manutenção da sensação de pertencimento. Sempre lembro que o distanciamento é físico, não social!

Envolver as famílias

As famílias em quarentena com seus filhos têm, agora, maior oportunidade de discutir com eles os aprendizados do dia, ou da semana. Não se trata de passar aos pais a responsabilidade de atuar como professores, mas de comunicar o que os filhos estão aprendendo, o que foi a eles ofertado nesse período, além de deixar um canal aberto para tranquilizá-los das decisões tomadas pela escola. Esse canal de comunicação, em um momento de fragilidade e impotência, favorece a criação de vínculos mais saudáveis, além de possibilitar um registro da escola sobre o que foi trabalhado no período. São os registros desse “diário de classe”, de forma objetiva, e que pode ser utilizado, futuramente, para relatórios do que foi realizado no período.

Apoio ao professor

Construir um senso de comunidade é muito importante para todos. Tenho participado de muitas reuniões online com grupos de professores e coordenadores e é evidente a importância desse momento para todos. Mais do que um suporte pedagógico, esses momentos, se bem conduzidos, oferecem suporte emocional e são fundamentais para manter o grupo unido! Além disso, o suporte técnico é importante, porque são decisões que nem sempre o professor consegue tomar sozinho. A professora de Pequim comenta sobre celebrações de aniversários online como uma das formas que ela e seu grupo utilizaram para manter o senso de comunidade, para além das discussões profissionais.

Manter rotinas e tarefas simples

Manter rotinas diárias, para alunos e professores, é fundamental para lidar com a incerteza desse momento. As tarefas por sua vez, precisam ser objetivas e garantir engajamento. Ser simples não significa ter menos expectativas, ou trabalhar de forma superficial um objetivo de aprendizagem. Ser simples significa focar naquilo que é necessário e possível de ser realizado nesse contexto. Uma diretora de escola da China comenta que “Pode de ser tentador para os professores atribuir muito trabalho independente. No entanto, os professores devem atribuir tarefas de tamanho reduzido e similares às que eles atribuiriam no campus.” Retomo meu texto anterior: Menos é mais!

Ser otimista e valorizar a vida saudável

Não é fácil, certamente, focar nesses objetivos, mas tanto a diretora como a professora da China advertem para a manutenção de discursos que mostrem aos alunos o quanto podem aprender nesse outro formato, o quanto podem ensinar, também. Manter uma visão otimista e evitar descuidar da alimentação, do sono, de possíveis atividades físicas é, obviamente muito importante. Certamente, não há receita sobre como fazê-lo, mas cada família, quem sabe amparada pelas escolas, pode encontrar maneiras de desafiar-se, como dedicar-se a alguma atividade que sempre teve vontade, ou envolver-se em alguma ação solidária com a comunidade escolar.

Refletir sobre o quanto teremos avançado na educação, tanto com o envolvimento de educadores com o desenho de experiências que envolvem o digital, quanto com a percepção de alguns estudantes sobre o potencial da aprendizagem online e entre pares, além da valorização de uma visão solidária, ética e responsável nos encoraja a entender esse momento como uma fase da qual todos sairemos diferentes. Essa é a única certeza que temos!!!

 

 

Recursos e estratégias para a educação online

Com o objetivo de contribuir com professores e gestores que estão pensando em como transformar os momentos online em experiências de aprendizagem significativas para seus alunos, eu e Leandro Holanda fizemos um encontro online para compartilhar algumas sobre os desafios que todos estamos vivendo neste período.

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Os próximos encontros serão sobre o Ensino Médio, com o Prof José Moran, no dia 26 de março, às 17h, e sobre a Educação Infantil, no dia 31 de março, com a Beatriz Ferraz da Escola de Educadores. Espero vocês por lá!

WebQuest: como organizar uma atividade significativa de pesquisa

question-mark-1872665_1920Certamente, quem está envolvido com o tema da educação online já deve ter ouvido falar das WebQuests. São recursos que, no meu ponto de vista, podem ser utilizados nos tempos atuais e podem estimular um envolvimento dos estudantes com um tema de estudo. As WebQuests eram tema do meu doutorado, antes do meu envolvimento com o Blended learning e, compartilho aqui, algumas pesquisas que eu havia feito sobre o tema e que podem auxiliar uma reflexão sobre melhores caminhos e adaptações a serem feitas atualmente.

Começo apresentando algumas WebQuests que elaborei:

Aprendizagem Baseada em Projetos

Metodologias Ativas – teorias da aprendizagem

Biodiversidade

WebQuest  é um formato de aula orientada em que todos os recursos utilizados para resolver uma tarefa são provenientes da Web. A proposta, desenvolvida por Bernie Dodge, em 1995, nos primórdios do uso escolar da Web, trouxe possibilidades para desenvolver o aprendizado de conteúdos de forma orientada. March (2004) afirma que as WebQuest não são novidades no ambiente pedagógico, mas podem ser interessantes à medida que utilizam, de forma planejada e desafiadora, recursos da Web, inevitáveis em salas de aula do século XXI.

Uma WebQuest é um recurso online elaborado para o desenvolvimento de um projeto de pesquisa. Esse projeto pode ser criado pelo professor de uma determinada disciplina, pode ser interdisciplinar, ou, ainda, ser utilizado por um grupo de alunos, sob a orientação de um professor .  O objetivo deste projeto de pesquisa é resolver uma tarefa, suficientemente desafiadora para despertar nos estudantes a necessidade de solucioná-la, utilizando-se, para isso, de recursos disponíveis na Web. Esses recursos são apresentados na própria WebQuest por meio de links que direcionam os estudantes para as páginas que contribuem para a solução do problema. A resposta ao problema, porém, depende de dois fatores: a análise das informações presentes nas páginas sugeridas para consulta, que atuam como um tipo de scaffolding (andaimes), e a mobilização dos membros do grupo em busca de um resultado para a tarefa.

São itens fundamentais de uma WebQuest: uma introdução sobre o tema a ser estudado, funcionando como um “pano de fundo” para a proposta; uma tarefa desafiadora; as fontes de informação necessárias para a execução da tarefa, incluindo a Web e seus recursos; a descrição do processo, claramente organizado em passos que orientem o trabalho dos estudantes, porém que possibilitem a reflexão e a tomada de decisões; uma orientação sobre como organizar a informação adquirida e uma conclusão que apresente aos estudantes o que eles aprenderam e os encorajem a utilizar a pesquisa em outros domínios do conhecimento (DODGE, 1995).

Ao elaborar tarefas desafiadoras, pensar no envolvimento dos membros do grupo é fundamental. Os participantes podem ter papéis para que, ao exercerem funções específicas, tornem-se co-responsáveis pela solução do problema, interagindo e buscando soluções em comum acordo com todos os envolvidos. Mais do que uma busca pela resposta a um problema, há uma construção coletiva de conhecimentos.

Vamos falar um pouco mais sobre alguns dos elementos de uma WebQuest?

Os elementos que compõem uma WebQuest são organizados de forma a possibilitar uma aproximação gradativa do estudante com o objeto de estudo. As WebQuests têm a seguinte forma de organização: introdução, tarefa, processo e recursos, avaliação e conclusão.

1. Introdução

Trata-se do momento de aproximação do estudante com o objeto de estudo. A Introdução deve despertar a curiosidade sobre o tema da WebQuest. Por se tratar de um primeiro contato, não deve ser muito extensa, para que não antecipe detalhes do que será tratado nas próximas etapas. Trechos de vídeos podem ser um recurso interessante para a aproximação com o tema de pesquisa.

2. Tarefa

A tarefa é o principal desafio de uma WebQuest. Tem como principal objetivo motivar o estudante para a pesquisa, além de possibilitar um engajamento real entre o grupo. Baseia-se em uma situação-problema que deve ser resolvida pelo grupo e deve ter um objetivo claro. Segundo Dodge, a tarefa deve ser “factível e interessante” (1995). O papel dos participantes na resolução da tarefa deve ser claro, e o autor apresenta uma classificação para as tarefas, resumida no quadro abaixo.

Tabela 1 – Alguns tipos de tarefas de uma WebQuest, características e exemplos.

Tipo de tarefa Características Exemplo
Tarefa de recontar

(Retelling task)

 

 

São tarefas bem simples em que, após apresentado o conteúdo, os estudantes devem recontá-lo para que seja possível perceber se o conteúdo foi compreendido. Utilizar uma apresentação, como um Power-point ou Prezi é uma forma de recontar esse conteúdo.

Porém, para ser considerada uma WebQuest, o conteúdo não deve ser meramente reproduzido. Copiar e colar não faz parte desta proposta e o aluno deve ter um objetivo claro que demonstre a necessidade de recontar esse conteúdo. Habilidades de resumir, reorganizar, elaborar devem ser contempladas. A tarefa pode ser uma das etapas para a resolução de uma tarefa mais abrangente.

“Você irá preparar um relatório multimídia que irá explicar sobre a história, geografia, cultura ou arte do povo Maori. Cada grupo terá perguntas e tarefas específicas a serem executadas.”

Tarefa proposta em WebQuest sobre os Maoris, tribo indígena da Nova Zelândia.

Tarefa de compilação

(Compilation task)

Nesta tarefa, os estudantes devem levantar informações provenientes de diferentes sites, selecionar, avaliar e elaborar um produto final utilizando as informações compiladas. “A chave para a sua felicidade está ao seu alcance. Muitas pessoas tomam decisões de carreira com base em vários fatores: valores pessoais, interesses, dinheiro. […] Escolher uma carreira é uma tarefa importante em que as pessoas tendem a permanecer por toda a vida. […] Você vai identificar um ou vários campos de carreira que são mais propensos a trazer-lhe a felicidade.”

Tarefa proposta em WebQuest sobre profissões: A look into my future.

Tarefa de mistério

(Mistery task)

Principalmente no Ensino Fundamental, tarefas que envolvem mistério ou enigmas são bem aceitas pelos estudantes. Neste tipo de tarefa, não é suficiente elaborar um quebra-cabeça que pode ser respondido recolhendo informações em uma única página da Web. É necessário que as informações, provenientes de diferentes fontes, possam ser articuladas, comparadas, sintetizadas e, assim, utilizadas para resolver o enigma proposto. “Sua equipe deve ganhar o máximo de conhecimento sobre o Rei Tut e as circunstâncias de sua morte. Sua equipe é composta por um médico legista, um repórter, um arqueólogo, um professor de história, e um historiador (opcional). Cada membro da equipe vai visitar um site e responder às seguintes perguntas:[…]”

Tarefa proposta em WebQuest sobre a morte do rei Tutancamon.

Adaptado de Dodge, 1995.

3. Processo: envolve o passo a passo. O que se espera que o grupo de estudantes realize nessa investigação proposta e como podemos orientar sua organização, bem como a divisão de papéis do grupo. Para um processo com utilização da Web, é o momento de fazer uma boa curadoria de sites, ou de como encontrar bons sites, para que o processo seja realmente mobilizador de novas aprendizagens e não, simplesmente, um “copia e cola” de informações.

4. Avaliação: aqui, pode ser utilizada uma rubrica holística ou uma rubrica analítica. Leia aqui no blog outro texto que escrevi sobre avaliação e que pode auxiliar nessa escolha.

5. Conclusão: esse é o momento de valorizar o processo de pesquisa e, quem sabe, dar dicas para um aprofundamento sobre o tema. É a hora de parabenizar o grupo pelo que fizeram até então.

6. Créditos: informe quem elaborou a webquest, indique créditos de imagens, deixei um contato para quem quiser saber mais sobre seu processo. Identifique-se!

March (2004), entretanto, alerta que nem toda atividade de pesquisa que utilize a Web como fonte pode ser considerada uma WebQuest. Ter uma tarefa desafiadora é fundamental, porque reproduzir, sem reflexão, aquilo que é encontrado na Web não significa resolver uma WebQuest. Em diversas áreas do conhecimento, trata-se de um recurso que, entre outros aspectos, “promove o desenvolvimento do aprendizado crítico, a co-construção de conhecimento, a reflexão sobre o que foi aprendido e a transferência para outros domínios da vida acadêmica e pessoal” (DIAS, 2010, p.361)

Possibilitar “andaimes”, estruturas de suporte que garantam uma aproximação com o conhecimento, é o cerne do trabalho que utiliza a WebQuest como recurso pedagógico. O termo scaffolding foi originalmente cunhado por Wood, Bruner e Ross (1976) e faz referência ao processo que possibilita à criança, ou ao novato, resolver um problema com a ajuda de um adulto, que irá controlar os elementos de uma tarefa que está aquém das capacidades do aprendiz. O processo de scaffolding, em primeiro lugar, contempla o ato de envolver o aprendiz com a tarefa, reduzir as etapas de sua resolução, por meio de uma orientação adequada. Manutenção da direção é o próximo passo, direcionando o aprendiz para a resolução, oferecendo informações relevantes sobre o melhor caminho a seguir, diminuindo a frustração, pois o tutor está ao lado do aprendiz e, finalmente, oferecendo um modelo de imitação quando necessário. Recursos como as WebQuests são mais uma forma de possibilitar ações de scaffolding no processo de construção de conhecimentos.

Analisando esse aspecto, algumas pesquisas apontam a eficácia do uso de WebQuests que possibilitam ações de scaffolding no ensino. Chen e Hsiao (2010), em pesquisa realizada com estudantes da área de música, de Taiwan, identificaram a eficácia do uso das WebQuests uma vez que o grupo experimental diferenciou-se do grupo controle na resolução da mesma tarefa. Os alunos do grupo experimental, que utilizaram a metodologia da WebQuest, mostraram maior integração e demonstraram melhores resultados em etapas que envolviam o pensamento independente em comparação com os estudantes do grupo controle. Martínez (2012) realizou um estudo em que a metodologia da WebQuest foi utilizada na Educação Infantil e percebeu que, apesar de ser necessário um maior acompanhamento, quando comparado com a autonomia manifestada por estudantes do Ensino Superior, é possível alcançar bons resultados ao utilizar este recurso com alunos desta fase de ensino. Segers et al (2010) em seu estudo com estudantes holandeses do 4º, 5º e 6º ano, identificaram a importância das WebQuests como forma de orientar os estudos; apesar dos estudantes já utilizarem a Internet em seu dia a dia, se orientados por meio da metodologia da WebQuest associada à atividades âncora desenvolvidas pelos professores para as diferentes turmas, observa-se um ganho na compreensão leitora, principalmente na compreensão de relações significativas entre as frases. Os autores reforçam, entretanto, a importância do papel do professor, ao encaminhar o processo de aprendizagem, infrutífero se depender apenas do uso das TICs no dia a dia, sem a orientação adequada.

No processo de formação de professores, Azevedo, Puggian e Friedman (2012) utilizaram um site para elaborar e hospedar a WebQuest desenvolvida por professores de matemática e perceberam que a utilização do site possibilita uma melhor inserção dos professores no uso das TICs, uma vez que, possivelmente, ao utilizar o site, o foco passa a ser o desenvolvimento da proposta e não os recursos para sua montagem.

Observa-se, assim, interesse pela utilização deste recurso, principalmente em projetos de pesquisa para todos os segmentos. Alunos de Educação Infantil ao Ensino Superior podem fazer uso de WebQuests, desde que devidamente planejadas.

Para construir sua webquest, você pode usar vários recursos. Vejam algumas dicas:

  • Use um mural do Padlet no formato de prateleiras para postar suas etapas e peça que os grupos, nos comentários, poste as respostas da etapa Processo.
  • Crie um site no Google sites, e abra abas para cada item da WebQuest.
  • Crie um Sway e organize os passos da Webquest em uma estrutura de storytelling.
  • Use um Powerpoint com links, salve em pdf e compartilhe por Email ou WhatsApp com seus alunos.

Tem mais alguma ideia? Adoraríamos conhecer: compartilhe nos comentários!

Referências

AZEVEDO, Marcos Cruz de; PUGGIAN, Cleonice; FRIEDMAN, Clícia Valladares Peixoto. O site construtor WebQuest Fácil e os resultados de uma pesquisa-ensino mediada por tecnologias da informação e comunicação.Revista Uniabeu, v. 5, n. 11, p. 294-305, 2012.

CHEN, Farn-Shing; HSIAO, Yu-Wen. Using WebQuest as a creative teaching tool at a science and technology university in Taiwan. World Transactions on Engineering and Technology Education–WIETE, v. 8, n. 2, p. 203-206, 2010.

DIAS, Reinildes. WebQuests no processo de aprendizagem de L2 no meio on-line. In: MENEZES, Vera L. (org.). Interação e aprendizagem em ambiente virtual. Belo Horizonte: FALE-POSLIN-UFMG, 2010. p.359-394.

DODGE, Bernie. WebQuests: A Technique for Internet – Based Learning. The Distance Educator, v.1, n 2, 1995.

MARCH, Tom. The learning power of WebQuests. Educational Leadership, v. 61, n. 4, p. 42-47, 2004.

MARTÍNEZ, Rosa Mª Goig. El uso de la webquest como recurso didáctico innovador en el 2º ciclo de educación infantil. Revista Electrónica de Investigación y Docencia (REID), n. 7, 2012.

SEGERS, Eliane, DROOP, Mienke and VERHOEVEN, Ludo. Integrating a WebQuest in the Primary School Curriculum Using Anchored Instruction. CORELL: Computer Resources for Language Learning 3, 65-74. 2010.

WOOD, David; BRUNER, Jerome S.; ROSS, Gail. The role of tutoring in problem solving. Journal of child psychology and psychiatry, v. 17, n. 2, p. 89-100, 1976.

Reflexões: alunos online

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Menos é mais!

Uma preocupação, nesse período de transposição das aulas presenciais para o período online, é a tentativa de migrar, de forma literal, tudo o que é feito presencialmente para o espaço digital. Nós, professores, superdimensionamos as habilidades dos estudantes, ou contabilizamos de forma equivocada o tempo. Quando percebemos, criamos uma verdadeira “maratona” para que os alunos realizem várias tarefas em curto espaço de tempo. Nessa correria que as escolas vivem (que é compreensível!!), não há troca entre pares, entre professores que lecionam no mesmo ano. Às vezes, a troca é entre professores da mesma área. Como consequência, cada aluno recebe muita tarefa e pode utilizar o dobro ou o triplo do tempo que usaria se estivesse em aula. Considero que nosso papel, como professores, nesse momento, é manter o engajamento, que é favorecido pelo “olho no olho”, do presencial para os momentos online. Assim, vamos pensar, talvez menos represente muito mais…

Em casa, a distração é maior, e exagerar nos vídeos, textos, atividades, postagens, esquemas, fotos pode ser uma estratégia que, logo, vai deixar os estudantes muito cansados e vamos perder o mais importante desse momento, que é a percepção de que também é possível aprender a distância.

Que tal investir em algumas tarefas que eles possam fazer em grupos, trocando ideias com os pares, produzindo propostas colaborativas? Por exemplo:

  1. Criar um mural virtual no Padlet com o levantamento de pesquisas realizadas, ou da troca de informações para resolver um problema matemático. Veja que não é preciso ter uma lista de problemas a serem resolvidos, mas um ou dois bem feitos, que possibilitem a troca e a discussão entre os estudantes, pode ser mais eficiente para gerar a aprendizagem do que uma lista interminável deles.
  2. Produzir um vídeo no Flipgrid sobre um conteúdo da área de humanas que foi estudado e, depois, pedir que cada aluno dê um feedback para o vídeo de pelo menos mais dois colegas, indicando sugestões de melhorar ou aprofundar esse vídeo. Além da colaboração, exercitamos a criatividade e a comunicação.
  3. Criar uma WebQuest (sim, é antigo mesmo, mas podemos retomar essa ideia….) e sugerir uma tarefa ou desafio que envolva os alunos em um projeto, com uma curadoria de sites que possam ajudá-los nesse processo. Veja aqui um repositório de webquests e uma que fiz para alunos de anos iniciais.
  4. Desenvolver um projeto, com etapas individuais e coletivas, em que vários conteúdos de um ou mais componentes curriculares possam ser articulados e, assim, fique mais desafiador esse período em casa.

Gravar videoaulas é interessante, mas é uma forma de transpor literalmente para o digital os momentos presenciais. É bem importante que as escolas criem esse repositório e tentem não deixar “datados” esses vídeos para que sejam futuramente utilizados em salas de aula invertida, em que o aluno estuda o vídeo em casa e usa o espaço de sala de aula para reflexão e produção.

Uma sugestão é ter alguns momentos de interação online, em que a aula é oferecida de forma síncrona e os alunos possam interagir, participando da aula.

São algumas sugestões e, de qualquer forma, estamos todos aprendendo a lidar com a situação em que vivemos. Com certeza, será um grande aprendizado para todos!!

Vamos conversar sobre isso?

Recursos e estratégias para a educação online

Assista às demais lives que realizamos sobre o tema e consulte nossos materiais de apoio em www.triade.me/materia-de-apoio

Metodologias ativas e a avaliação

Avaliar não é fim. Avaliar é processo. Uma ação a serviço da aprendizagem!

Em nosso percurso como estudantes, desde os anos iniciais, nos deparamos com “provas” que tinham como principal objetivo verificar o quanto retivemos dos conteúdos que foram apresentados por um professor em sala de aula. Devolver esses conteúdos em uma prova era a forma dos professores identificarem nossa compreensão do conteúdo, atribuir uma nota e passar para a próxima etapa. Quem não tivesse boa nota, poderia ser avaliado novamente, talvez com uma nova prova, enquanto as aulas sobre o conteúdo do próximo período (mês, bimestre, trimestre) continuava acontecendo em sala de aula. Esse formato de coleta de dados não considera os diferentes olhares para cada conteúdo trabalhado em sala de aula, nem sempre considera a adequação aos objetivos de aprendizagem e, mais ainda, nem sempre tem como propósito identificar as evidências para os próximos passos que se pretende dar.

O que é uma avaliação formativa?

A avaliação é considerada multidimensional por diversos autores. Considerar o processo avaliativo por diferentes ângulos é um movimento importante quando identificamos o potencial da avaliação em sua conexão com a aprendizagem. Avaliamos para poder oferecer melhores experiências de aprendizagem ou as experiências de aprendizagem são desenhadas para melhorar o desempenho na avaliação?

Nessa perspectiva, concordamos com Zabala (1998) quando discorre sobre a avaliação inicial, avaliação reguladora ou formativa, e avaliação final ou somativa. Identificar os conceitos cotidianos construídos pelos alunos sobre o tema a ser trabalhado é o ponto de partida da ação educativa; durante o processo, é importante analisar os avanços conceituais dos estudantes; ao final de cada etapa do processo é o momento de verificar se os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Nesse percurso, idas e vindas acontecem o tempo todo, replanejando a ação educativa, acertando os rumos a serem tomados, retomando o que for necessário para todo o grupo ou para alguns estudantes. Avaliar, nessa perspectiva, está profundamente conectado com o tipo de experiência que será ofertada os estudantes, de qualquer faixa etária, para que os resultados sejam cada vez mais conectados às necessidades dos estudantes. […]

Desenhar experiências de aprendizagem transforma o papel do professor, que deixa de ser alguém que transmite conteúdos e verifica se eles foram apreendidos, para um designer de percursos educacionais. Para desenhar esses percursos, é importante que o educador tenha dados em mãos, dados que são obtidos por meio de uma avaliação formativa, digital ou não, e que podem incluir as plataformas adaptativas, questionários online, além da observação, discussão, interação “olho no olho”. Diversas pesquisas (BACICH, TANZI NETO, TREVISANI, 2015; BACICH, MORAN, 2017) têm enfatizado esse olhar para a personalização em que os estudantes podem ser estimulados a entrar em contato com diferentes experiências de aprendizagem, aquelas de que necessitam, porque têm dificuldade, e aquelas que podem oferecer oportunidade de irem além, pois não estão relacionadas às suas dificuldades, mas às suas habilidades. Essas experiências podem envolver diferentes elementos, digitais ou não, que favoreçam a comunicação, a colaboração, a resolução de problemas, pensamento crítico.

BACICH, Lilian. Recolhendo evidências: a avaliação e seus desafios. In: BACICH, Lilian e HOLANDA, Leandro. STEAM em sala de aula. Penso, 2020 (no prelo).

 

Livros para pensar a educação de hoje

Frequentemente me perguntam sobre os livros que recomendo para aprofundar estudos sobre a educação de hoje, com foco nas metodologias ativas, no ensino híbrido e em outros temas que venho estudando em minhas pesquisas. Há alguns temas que considero fundamentais para discutirmos aspectos que fazem parte do planejamento de um bom currículo, de uma boa aula e, principalmente, que favorecem uma reflexão atual sobre o que é relevante na educação de hoje.

Vamos às sugestões, algumas delas já publicadas em outras fontes e outras mais recentes:

Planejamento para a compreensão

Neste livro, o educador se depara com um novo formato de pensar o planejamento de uma experiência de aprendizagem, de uma aula, de um curso. Mais do que programar uma sequência de atividades a serem realizadas pelo estudante, planejar a aprendizagem significa ter clareza de onde se pretende chegar para, então, traçar o caminho que será seguido. Considero uma leitura de referência para quem pretende inovar nos percursos sem perder a qualidade de uma formação. No link abaixo, é possível acessar o primeiro capítulo da publicação, que tem as bases do planejamento para a compreensão.

livros para educaçãoTítulo: Planejamento para a Compreensão: Alinhando Currículo, Avaliação e Ensino por Meio da Prática do Planejamento Reverso
Autores: Grant Wiggins e Jay McTighe
Editora: Penso
Ano: 2019

 

 

Rodadas Pedagógicas

Descreve a importância do trabalho em rede, baseado na observação de aulas e posterior discussão dos aprendizados dessa prática. A obra está em sintonia com propostas de formação continuada de professores, em que o percurso formativo envolve a comunidade escolar e tem como foco a melhoria das experiências de aprendizagem desenhadas por professores, mas com o principal propósito de melhorar a aprendizagem dos estudantes.

livros para educaçãoTítulo: Rodadas Pedagógicas: Como o Trabalho em Redes pode Melhorar o Ensino e a Aprendizagem
Autores: Elizabeth A. City, Richard F. Elmore, Sarah E. Fiarman e Lee Teitel
Editora: Penso
Ano: 2014

 

 

Metodologias ativas para uma educação inovadora

O livro que assino com o renomado professor José Moran, e que conta com um grupo de educadores incrível nos capítulos que produziram para a obra, apresenta uma reflexão sobre experiências de aprendizagem que consideram o estudante no centro do processo. As ideias apresentadas no livro são alinhados com as de John Dewey, pensador que pôs a prática em foco, e articulados com propostas que defendem a inovação na aprendizagem.

livros para educaçãoTítulo: Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora: Uma Abordagem Teórico-Prática (série Desafios da Educação)
Autores: Lilian Bacich e José Moran
Editora: Penso
Ano: 2018

 

 

Avaliação em sala de aula

O livro traz reflexões importantes sobre diferentes formatos de avaliação que podem ser utilizados em uma sociedade altamente conectada como a nossa. Além de apresentar sugestões de práticas em sala de aula que consideram a utilização de rubricas, portfólios e outros recursos.

Título: Avaliação em sala de aula: conceitos e aplicações
Editora: Penso
Ano: 2014

 

 

 

Habilidades fundamentais pra o mundo de hoje: o foco triplo

“Neste livro, Peter Senge, especialista em pensamento organizacional e pensamento sistêmico do mit [Massachusetts Institute of Technology] e autor de A quinta disciplina, e Daniel Goleman, autor de Inteligência emocional e fundador do movimento pela aprendizagem social e emocional, examinam as ferramentas internas de que os jovens
precisarão para contribuir e prosperar neste novo ambiente. Eles descrevem três conjuntos de habilidades cruciais para se orientar em um mundo acelerado de distrações crescentes e envolvimento interpessoal ameaçado — um mundo no qual as ligações entre as pessoas, os objetos e o planeta são mais importantes do que nunca. Pense nesses
conjuntos de habilidades como um foco triplo — interno, no outro e externo.” (p.8)

Título: O foco triplo: uma abordagem para a educação
Editora: Companhia das letras
Ano: 2016

 

 

 

 

Atualmente, estou finalizando mais uma obra, organizada com Leandro Holanda, com o objetivo de trazer uma discussão sobre STEAM. Os autores que fazem parte da publicação são pesquisadores e, mais do que isso, professores que utilizam as abordagens em sala de aula. Em breve, trarei mais notícias dessa publicação por aqui.

Espero que aproveitem as leituras!

Bett Educar 2019

Bett1405

Neste dia, a proposta é discutir experiências desenvolvidas por escolas parceiras da Tríade Educacional e seus desafios e as possibilidades de implementar abordagens que envolvem a personalização, como o Ensino Híbrido, discutido por Michelle Pinheiro (Colégio Beka), e as Redes de Saberes, apresentada pela Aline Scravoni Costaurta Ohnuki (SESI-SP).

Bett Educar 2019

Bett1705

Leandro1705

Um dos temas que levaremos, pela Tríade Educacional, para discutir na Bett Educar será o STEM/STEAM na educação básica. O foco é apresentar recursos que possibilitem aos professores pensarem em aulas com essa abordagem e oferecer aos gestores oportunidades de repensar a prática em sala de aula por meio da integração de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Para saber mais:

Texto na revista Nova Escola.

Curso online na plataforma de cursos da Nova Escola.

Esperamos vocês lá!