Rede municipal de Ponta Grossa adota ensino híbrido para o retorno às aulas presenciais

Apesar de algumas adaptações por conta da pandemia da COVID-19, a abordagem tem se mostrado eficaz

O ensino híbrido tem se mostrado uma importante alternativa aos desafios enfrentados pelos educadores da rede municipal de ensino de Ponta Grossa, no Paraná, no planejamento de retorno às aulas presenciais.

“Como o momento inspira muitos cuidados, avaliamos a estrutura de nossas escolas e concluímos que, para garantir o distanciamento previsto no protocolo de segurança, teríamos que dividir as turmas em dois grupos, um com aulas presencial e outro com aula remota”, explica Elisangela Chlebovski Martins, educadora que atua na Gerência do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal do município. “De acordo com cada grupo, o educador também pode desenvolver a aprendizagem dos estudantes com estratégias mais específicas, favorecendo assim as aprendizagens ativas”, diz.

Elisangela explica que o ano letivo de 2021 foi planejado contando com o retorno dos alunos às salas de aula, mesclando ensino presencial e remoto. Assim, em fevereiro, a implementação do ensino híbrido começou de forma escalonada e alternada. Enquanto um grupo ia à escola para atividades de acolhimento e sondagem, o outro assistia às aulas do Programa Vem Aprender pelo canal aberto TV Educativa, desenvolvido pela Secretaria. Nessa organização, o encontro presencial teria a possibilidade de aplicar o que foi apresentado na TV no momento remoto.

Professora Dirce Aparecida Vasselechen. Aula sobre o Sistema Respiratório do Programa Vem Aprender/Reprodução

Porém, com mudanças nas restrições e o fechamento das escolas por meio de decreto estadual, a partir de março as estratégias de ensino híbrido foram adaptadas para o modelo remoto.

“Não alteramos o calendário, nem a formação dos grupos, porém, o atendimento que era presencial passou a ser remoto. Assim, enquanto permanecemos com as escolas fechadas, estamos atendendo os alunos no modelo remoto com uma semana de aulas pela TV e outra de aulas organizadas conforme estratégias da professora, como grupos de WhatsApp, vídeo chamadas, e outras”.

Apesar da mudança, Elisangela considera o ensino híbrido a melhor alternativa para este momento. Ao colocar em prática uma das estratégias deste ensino, a sala de aula invertida, mas no modelo remoto, a implementação no retorno poderá ser ainda mais eficaz. “Acreditamos que com a formação dos nossos professores, com um bom esclarecimento dos pais, essa estratégia será muito bem aceita”, diz.

Projeto de Ensino Híbrido para a rede de Ponta Grossa foi criado após os técnicos da Secretaria participarem do Curso de Ensino Híbrido para Educadores da Rede Pública desenvolvido pela Tríade Educacional.

Reprodução

Os cursos foram promovidos pela Tríade em parceria com Formar/Fundação Lemann nas Redes Municipais de Ensino de Ponta Grossa e Castro, no Paraná, e Francisco Morato e Taubaté, em São Paulo, e Teresina, no Piauí, além da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco.

Ao todo, a formação tem 20 horas e divide-se em oito módulos, nos quais são estudados os pilares que compõem o ensino híbrido: personalização do ensino; as diferentes definições de ensino híbrido e seus modelos; o uso de recursos digitais e quais se adaptam melhor ao contexto do cursista; estudos de caso com variados exemplos de aplicação do ensino híbrido, e reflexões de como implantá-lo de acordo com as necessidades e viabilidade de cada rede. No início e no fim do curso, também há um encontro síncrono com Lilian Bacich e Leandro Holanda, da Tríade, com o esclarecimento de dúvidas e direcionamentos importantes. Como última tarefa, os cursistas entregam uma proposta de implementação considerando os possíveis cenários de retorno às aulas. No início de 2021, Lilian participou de uma formação online com a equipe docente do município para apoiar no esclarecimento de dúvidas e na implementação da proposta.

“Na primeira semana de funcionamento das aulas com essa organização, percebemos uma grande aceitação das equipes pedagógicas, dos pais e dos alunos”, conta a educadora. “O ensino híbrido possibilita a organização dos alunos em grupos menores e é a aprendizagem que ganha um novo formato”, finaliza Elisangela.

Artigo publicado no blog da Tríade Educacional, em http://www.triade.me, e reproduzido com autorização.

Saiba mais sobre os cursos da Tríade para 2021 em www.triade.me/cursos

Professora Milene, aula de Arte do Programa Vem Aprender/ Reprodução

Publicado por Lilian Bacich

Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (USP), Mestre em Educação (PUC), Pedagoga (USP) e Bióloga (Mackenzie), professora de Ensino Fundamental, Ensino Médio. Coordenadora de curso de Pós-graduação em Metodologias ativas no Instituto Singularidades. Organizadora dos livros: Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação; Metodologias ativas para uma educação inovadora. Cofundadora da Tríade Educacional. www.triade.me Contato: bacichlilian@gmail.com

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