O que não vai mudar na educação

Um texto em um blog que fala sobre inovação na educação começando dessa forma não é muito usual, não é mesmo?

Tenho acompanhado alguns autores que discutem inovação na educação no mundo e acabei me deparando com artigos escritos por mais de um deles abordando essa temática e fiz um levantamento do que eles apontam para compartilhar por aqui. Alguns pontos levantados pelos autores (vejam todos os links lá no final) fizeram com que eu pensasse em algumas coisas… Vamos lá: Continue lendo “O que não vai mudar na educação”

Sobre ensino e aprendizagem

“Teaching and learning are correlative or corresponding processes, as much so as selling
and buying. One might as well say he has sold when no one has bought, as to say that he has taught when no one has learned” (Dewey, 1910, p. 29)

Para Dewey, então, não podemos dizer que ensinamos algo se ninguém aprendeu, assim como não podemos dizer que vendemos se ninguém comprou. Continue lendo “Sobre ensino e aprendizagem”

As tecnologias digitais e seu papel transformador nas ações de ensino e aprendizagem

Apresento neste texto alguns trechos extraídos da minha tese.

TDIC – Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação – ou TIC – Tecnologias da Informação e da Comunicação – ou, ainda NTIC – Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – são alguns dos termos utilizados pelos pesquisadores desta área e podem ser considerados, de certa forma, sinônimos. Coll e Monereo afirmam que

“Entre todas as tecnologias criadas pelos seres humanos, aquelas relacionadas com a capacidade de representar e transmitir informação – ou seja, as tecnologias da informação e da comunicação – revestem-se de uma especial importância, porque afetam praticamente todos os âmbitos de atividades das pessoas, desde as formas e práticas de organização social até o modo de compreender o mundo, de organizar essa compreensão e de transmiti-la para outas pessoas.” (Coll & Monereo, 2010, p.17).

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Planos de aula de Ciências – Nova Escola

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Desde novembro de 2017, estou envolvida com a produção dos Planos de Aula de Ciências que, agora, estão no ar. Foi um grande desafio aprofundar os estudos da BNCC, recém aprovada em dezembro, e elaborar uma estrutura que considerasse a investigação como uma premissa das aulas de Ciências. Além de toda a experiências de mais de 20 anos em sala de aula, lecionando Ciências e Biologia, a pesquisa envolvendo as metodologias ativas foi muito importante nesse desenho: a inspiração na Aprendizagem baseada em projetos e no STEM (sigla para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) foi decisiva! Comecei 2018 em Liverpool, não apenas conhecendo a terra dos Beatles, mas passei a primeira semana do ano na Conferência Anual da ASE (The Association for Science Education) na Universidade de Liverpool. Palestras e mais palestras, oficinas e mesas de debate apresentando o STEM fizeram com que eu tivesse ainda mais certeza que esse poderia ser um caminho para os planos. Assim, os planos de ciências (leia mais aqui) têm uma estrutura que envolve um contexto, uma questão disparadora, uma atividade mão na massa, e uma sistematização. Na hora do mão na massa, os professores do Time foram desafiados a criar propostas que envolvessem a argumentação, a experimentação, atividades práticas, uso de modelos, simuladores, entre outras atividades. A ideia é colocar o estudante no centro do processo, possibilitando que, por meio da prática, assuma uma postura protagonista (leia mais aqui)! Foi uma grande alegria acompanhar todas as etapas, desde a criação de planos modelo, o teste nas redes públicas, o processo seletivo, a Virada de autores, a produção dos planos e, agora, ver esse material no ar! Que bom ter tanta gente boa por perto! Minha gratidão a cada professor, mentor e especialista que esteve (e ainda está) comigo nessa jornada. Que estes planos possam fazer a diferença nas aulas de Ciências por esse país, assim como fizeram (e continuam fazendo) na minha trajetória profissional. Obrigada, Nova Escola, pela oportunidade de participar desse desafio com vocês!

Está curioso para ver esses planos sensacionais? Clique aqui para conhecê-los!

 

Etapas de apropriação das tecnologias digitais

A formação docente para a utilização das tecnologias digitais deve considerar diferentes contextos. Entre eles, e sobretudo, o tempo de apropriação das tecnologias digitais em situações de ensino e aprendizagem por parte dos educadores. Essa não é uma ação que ocorre de um dia para o outro. Estudos demonstram que se trata de um movimento gradativo e que ocorrem em etapas até que seja possível alcançar uma ação crítica e criativa por parte do professor na integração das tecnologias digitais em sua prática.

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Educação e cultura

A escola é a instituição que possibilita a manifestação e análise das concepções culturais de uma população. Estudantes apresentam concepções resultantes de seu dia a dia, conceitos considerados cotidianos e, na escola, têm a oportunidade de contrastá-los com os conceitos estruturantes, sistematizados.

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Metodologias ativas: desafios e possibilidades

A adaptação deste texto foi publicada em: BACICH, Lilian. Revista Pátio, nº 81, fev/abr, 2017, p. 37-39. Disponível em: https://loja.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/13063/desafios-e-possibilidades-deintegracao-das-tecnologias-digitais.aspx

O desafio que encontramos, hoje, de acordo com o que identificamos em algumas pesquisas nacionais e internacionais, é que, apesar das instituições de ensino implementarem as tecnologias digitais em sua rotina, adotando computadores, tablets e outros equipamentos, ainda têm dificuldade em modificar as formas de lidar com o planejamento das aulas. Acabam fazendo uma transposição das aulas “tradicionais” para o modelo online e valorizando a exposição do conteúdo “de um para muitos” ou utilizando as tecnologias digitais como recurso que fica apenas nas mãos do professor, enriquecendo as aulas, mas não modificando a cultura escolar. Uma excelente infraestrutura, portanto, não é o suficiente: a mudança da cultura escolar não ocorre do dia para a noite e requer espaço de experimentação e de reflexão do grupo para que surta efeito.

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O que é inovar na educação?

Inovação tem sido tema recorrente em encontros, seminários, congressos de educação. Frequentemente, sou convidada a falar sobre o tema, tendo como foco as metodologias ativas, a aprendizagem por projetos, o ensino híbrido. Muitas vezes, inovar na educação é atrelado ao contexto de uso das tecnologias digitais na rotina escolar, levando as instituições a adquirirem recursos variados e que, nem sempre, cumprem seu papel… Continue lendo “O que é inovar na educação?”