Podemos exercitar empatia na escola?

A BNCC da educação básica aponta dez competências gerais que devem fazer parte dos nossos planejamentos escolares. A Competência 9 trata da empatia. Segundo o texto: “Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.”Continuar lendo “Podemos exercitar empatia na escola?”

6 características de escolas inovadoras

Você já parou pra pensar no que faz uma escola ser considerada inovadora? Considero que há várias questões envolvidas nessa “virada de chave”, principalmente quando analisamos escolas mais tradicionais. Tradicionais no sentido de que já têm uma tradição consolidada em uma determinada forma de fazer. O que pretendo, neste post, é indicar características observáveis em escolas que são consideradas inovadoras, não o que as fez se tornar uma. Quem sabe, ao analisarmos essas características conseguiremos, olhando do fim pro começo, pensar em uma trajetória que faça sentido. Vamos lá?

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Como as pessoas aprendem?

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A proposta deste texto não é trazer a resposta a essa questão, mas discutir alguns resultados recentes de pesquisas sobre o tema para auxiliar a análise sobre as melhores formas de desenhar experiências de aprendizagem. Atuando na formação de professores, ao compartilhar experiências consideradas transformadoras ao possibilitar o protagonismo e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes, ouço com frequência o questionamento: Qual a prova de que deste ou de outro jeito é melhor? 

Será que há evidências que nos ajudem a reforçar essas escolhas

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Planejamento reverso e BNCC

O planejamento reverso ou, como no original  (Wiggins & McTighe, 2005), Backward design, tem como uma premissa, assim como vemos na aprendizagem baseada em projetos, a ideia de começar pelo fim. Já ouviu falar sobre essa proposta?Continuar lendo “Planejamento reverso e BNCC”

Aprendizagem Baseada em Projetos: desafios da sala de aula em tempos de BNCC

Artigo publicada pela autora, em parceria com Leandro Holanda, na Revista Educatrix, ano 8, no 14, 2018. Disponível aqui.

Em meio a uma gama de novas metodologias de aprendizagem, nem tudo que vemos é tão novo assim… Projetos, por exemplo, são amplamente adotados no ambiente educacional e nos acompanham desde sempre. É difícil determinar em que momento eles foram inseridos nas práticas docentes, mas é certo que todo professor já criou ou participou de algum projeto em sua escola, seja o projeto da mostra literária, ou da feira de ciências, projeto água, projeto super-heróis. Essas ações surgem nas instituições de ensino com o objetivo de integrar conteúdos curriculares e relacioná-los a temas que precisam ser discutidos no ambiente escolar e que, em algumas situações, não fazem parte do currículo da instituição. Dessa maneira, passam a fazer parte na forma de projetos.Continuar lendo “Aprendizagem Baseada em Projetos: desafios da sala de aula em tempos de BNCC”

Personalização na prática: algumas reflexões

Artigo publicado pela autora na Revista de Educação do SESI-SP

Estudos sobre personalização costumam gerar dúvidas e indicar uma certa impossibilidade de implementação quando nos deparamos, por exemplo, com a quantidade de estudantes em sala de aula e pensamos em professores que lecionam para muitas turmas em uma ou, até mesmo, em mais do que uma instituição de ensino. Além disso, uma recente pesquisa (PANE, 2017) realizada em escolas que indicavam a personalização como uma de suas principais estratégias nos últimos dois anos, demonstrou dificuldade na identificação de quais as abordagens que envolviam a personalização eram utilizadas nas instituições e, por esse motivo, não apresentou resultados conclusivos. Conceituar personalização, nesse caso, seria uma das principais necessidades. O que estamos considerando ao falar em personalização? Qual é, efetivamente, o papel dos estudantes e dos educadores? Como os recursos digitais podem ser aliados nessa abordagem?Continuar lendo “Personalização na prática: algumas reflexões”

POR QUE METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO?

As metodologias ativas estão cada vez mais na pauta de discussão de eventos, encontros   materiais publicados na área de educação. Nunca se falou tanto em inovar processos  educacionais, rever práticas, formar professores para uma educação transformadora e considerar os estudantes como protagonistas, desenvolvendo sua autonomia no decorrer da escolaridade. Tendemos a considerar como mais um modismo, ou como mais uma  novidade, que logo vai passar. Nesse caso, especificamente, não há nada de novo. Os estudos de John Dewey (1959), pautados pelo aprender fazendo (learning by doing) em experiências com potencial educacional, convergem com as ideias de Paulo Freire (1996), em que as experiências de aprendizagem devem despertar a curiosidade do aluno, permitindo que, ao pensar o concreto, conscientize-se da realidade, possa questioná-la e, assim, a construção de conhecimentos possa ser realmente transformadora. Em tempos de tecnologias digitais essas premissas tornam-se ainda mais urgentes, pois o concreto envolve uma ampla gama de informações, disponíveis na palma da mão, e que podem ser bem ou mal utilizadas, dependendo do contexto em que estão inseridas.

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O que não vai mudar na educação

Um texto em um blog que fala sobre inovação na educação começando dessa forma não é muito usual, não é mesmo?

Tenho acompanhado alguns autores que discutem inovação na educação no mundo e acabei me deparando com artigos escritos por mais de um deles abordando essa temática e fiz um levantamento do que eles apontam para compartilhar por aqui. Alguns pontos levantados pelos autores (vejam todos os links lá no final) fizeram com que eu pensasse em algumas coisas… Vamos lá:Continuar lendo “O que não vai mudar na educação”

Sobre ensino e aprendizagem

“Teaching and learning are correlative or corresponding processes, as much so as selling
and buying. One might as well say he has sold when no one has bought, as to say that he has taught when no one has learned” (Dewey, 1910, p. 29)

Para Dewey, então, não podemos dizer que ensinamos algo se ninguém aprendeu, assim como não podemos dizer que vendemos se ninguém comprou.Continuar lendo “Sobre ensino e aprendizagem”