Podemos exercitar empatia na escola?

A BNCC da educação básica aponta dez competências gerais que devem fazer parte dos nossos planejamentos escolares. A Competência 9 trata da empatia. Segundo o texto: “Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.” Continue lendo “Podemos exercitar empatia na escola?”

Aprendizagem Baseada em Projetos: desafios da sala de aula em tempos de BNCC

Artigo publicada pela autora, em parceria com Leandro Holanda, na Revista Educatrix, ano 8, no 14, 2018. Disponível aqui.

Em meio a uma gama de novas metodologias de aprendizagem, nem tudo que vemos é tão novo assim… Projetos, por exemplo, são amplamente adotados no ambiente educacional e nos acompanham desde sempre. É difícil determinar em que momento eles foram inseridos nas práticas docentes, mas é certo que todo professor já criou ou participou de algum projeto em sua escola, seja o projeto da mostra literária, ou da feira de ciências, projeto água, projeto super-heróis. Essas ações surgem nas instituições de ensino com o objetivo de integrar conteúdos curriculares e relacioná-los a temas que precisam ser discutidos no ambiente escolar e que, em algumas situações, não fazem parte do currículo da instituição. Dessa maneira, passam a fazer parte na forma de projetos. Continue lendo “Aprendizagem Baseada em Projetos: desafios da sala de aula em tempos de BNCC”

POR QUE METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO?

As metodologias ativas estão cada vez mais na pauta de discussão de eventos, encontros   materiais publicados na área de educação. Nunca se falou tanto em inovar processos  educacionais, rever práticas, formar professores para uma educação transformadora e considerar os estudantes como protagonistas, desenvolvendo sua autonomia no decorrer da escolaridade. Tendemos a considerar como mais um modismo, ou como mais uma  novidade, que logo vai passar. Nesse caso, especificamente, não há nada de novo. Os estudos de John Dewey (1959), pautados pelo aprender fazendo (learning by doing) em experiências com potencial educacional, convergem com as ideias de Paulo Freire (1996), em que as experiências de aprendizagem devem despertar a curiosidade do aluno, permitindo que, ao pensar o concreto, conscientize-se da realidade, possa questioná-la e, assim, a construção de conhecimentos possa ser realmente transformadora. Em tempos de tecnologias digitais essas premissas tornam-se ainda mais urgentes, pois o concreto envolve uma ampla gama de informações, disponíveis na palma da mão, e que podem ser bem ou mal utilizadas, dependendo do contexto em que estão inseridas.

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Educação e cultura

A escola é a instituição que possibilita a manifestação e análise das concepções culturais de uma população. Estudantes apresentam concepções resultantes de seu dia a dia, conceitos considerados cotidianos e, na escola, têm a oportunidade de contrastá-los com os conceitos estruturantes, sistematizados.

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Metodologias ativas: desafios e possibilidades

A adaptação deste texto foi publicada em: BACICH, Lilian. Revista Pátio, nº 81, fev/abr, 2017, p. 37-39. Disponível em: https://loja.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/13063/desafios-e-possibilidades-deintegracao-das-tecnologias-digitais.aspx

O desafio que encontramos, hoje, de acordo com o que identificamos em algumas pesquisas nacionais e internacionais, é que, apesar das instituições de ensino implementarem as tecnologias digitais em sua rotina, adotando computadores, tablets e outros equipamentos, ainda têm dificuldade em modificar as formas de lidar com o planejamento das aulas. Acabam fazendo uma transposição das aulas “tradicionais” para o modelo online e valorizando a exposição do conteúdo “de um para muitos” ou utilizando as tecnologias digitais como recurso que fica apenas nas mãos do professor, enriquecendo as aulas, mas não modificando a cultura escolar. Uma excelente infraestrutura, portanto, não é o suficiente: a mudança da cultura escolar não ocorre do dia para a noite e requer espaço de experimentação e de reflexão do grupo para que surta efeito.

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O que é inovar na educação?

Inovação tem sido tema recorrente em encontros, seminários, congressos de educação. Frequentemente, sou convidada a falar sobre o tema, tendo como foco as metodologias ativas, a aprendizagem por projetos, o ensino híbrido. Muitas vezes, inovar na educação é atrelado ao contexto de uso das tecnologias digitais na rotina escolar, levando as instituições a adquirirem recursos variados e que, nem sempre, cumprem seu papel… Continue lendo “O que é inovar na educação?”