Transformando a sala de aula com o Ensino Híbrido

Na segunda parte deste artigo, que escrevi em parceria com a Carla e a Flávia, os principais desafios para a implementação do Ensino Híbrido são apresentados:

“Os desafios propostos no grupo de experimentações e realizados pelas professoras envolveram:

  1. Modificar da organização do espaço da sala de aula: o primeiro passo foi perceber que o modelo atual da sala não favorece a colaboração entre os alunos, o compartilhamento de ideias e, principalmente, observar que, nessa organização, não são todos os alunos que aprendem.
  2. Repensar o papel do professor: com o espaço organizado de outra forma, o professor deixa de ser o centro das atenções e passa a estar mais próximo do aluno. Nessa mudança de papel, o professor planeja atividades de modo que o aprendizado seja personalizado e cada aluno possa caminhar no seu ritmo e da forma que melhor aprender. Foi possível observar que, assim, o professor conseguia orientar os alunos com mais dificuldades enquanto os demais avançavam no conteúdo.
  3. Repensar o papel dos alunos: os grupos de estudantes, organizados de outra forma, passam a desenvolver protagonismo em suas ações, ajudando uns aos outros. Como possuem liberdade de aprender seguindo estratégias e ritmo próprios, é notório o crescente interesse e participação nas atividades.
  4. Utilizar tecnologias digitais em diferentes processos, não apenas para enriquecer as aulas (com uma projeção), mas auxiliando na coleta de dados para a personalização. Ao coletar dados sobre o desempenho dos alunos, o professor pode avançar com mais segurança para os passos seguintes – como organizar as experiências de aprendizagem que quer oferecer aos estudantes para que sejam mais eficazes e, também, reorganizar o espaço em sala de aula.

Depois disso, gradativamente, há um movimento de repensar a avaliação, provocar mudanças na cultura escolar e envolver toda a comunidade escolar no processo.

Acompanhe a matéria completa aqui!

Podcast – Tecnologias digitais na educação

Neste podcast, eu e Marcelo Ganzela batemos um papo sobre o uso das tecnologias digitais na educação. Leia um trecho transcrito do bate-papo e siga o link, abaixo.

Lilian: De acordo com sua experiência, que dicas você poderia dar aos professores que têm interesse em utilizar as tecnologias digitais em sala de aula de forma realmente integrada?

Marcelo: Então, Lilian, acho que a primeira preocupação do professor deve ser garantir e potencializar o aprendizado. Agora, sabendo do contexto em que estamos inseridos, totalmente multimodal e tecnológico, não dá pra ignorar que as tecnologias podem ajudar nessa potencialização. Eu sempre penso, primeiro, nos objetivos de aprendizagem e, no momento em que vou planejar as aulas… no momento das estratégias, tento pensar nas melhores maneiras para atingir tais objetivos. É nesse momento em que me permito buscar recursos tecnológicos para as estratégias das aulas. Imagino meus alunos… penso no que os impacta e então os recursos tecnológicos vão surgindo no planejamento. Mas é fundamental mudar nosso padrão mental sobre a aula: preciso me questionar – que outras maneiras de se ensinar existem além da que eu sempre usei?

Lilian: Então, não estamos mais falando apenas em capacitar o professor para o uso das tecnologias digitais, mas em discutir com o professor o “como” fazer. De que maneira ele pode inserir as tecnologias digitais em seu planejamento de forma sustentada, inicialmente. Ou seja, aprimorando sua aula sem abandonar aquilo que ele julga positivo em sua forma de ensinar.

 

Formação de professores – Ensino Híbrido

A formação continuada ou formação em serviço dos professores é sempre um desafio nas instituições de ensino. Quando se acrescenta a essa formação uma expectativa de uso de tecnologias digitais em sala de aula, muito mais do que substituindo o quadro de giz ou a lousa, mas incorporando seu uso às reais necessidades dos estudantes, como proposto pelo Ensino Híbrido, a situação fica ainda mais complicada…

No texto a seguir, publicado na Infogeekie de outubro, eu compartilho um pouco da minha experiência com o Grupo de Experimentação em Ensino Híbrido.

Minha experiência na formação de professores para o Ensino Híbrido

Entrevista

Como integrar tecnologias digitais na sala de aula?

Integrar as tecnologias digitais na sala de aula é um processo que não ocorre do dia para a noite e, nem, tampouco, pode ser considerado a solução para todos os problemas na educação. Integrar significa ter claros os objetivos do uso das tecnologias digitais para compor um todo, não para ser utilizada com um fim em si mesma. No modelo de ensino híbrido, a ideia é que educadores e estudantes ensinam e aprendem em tempos e locais variados, contando com as tecnologias digitais como aliadas nesse processo. O modelo de Ensino Híbrido aqui tratado é uma forma de abordagem para a Educação Básica que promove uma mistura entre o ensino presencial e propostas de ensino online, que ocorrem na sala de aula ou fora dela, porém, preferencialmente na escola, sem modificar a carga horária presencial. É possível considerar que o termo Ensino Híbrido está enraizado em uma ideia de que não existe uma forma única de aprender e que a aprendizagem é um processo contínuo. Assim, podemos considerar que os dois ambientes de aprendizagem, a sala de aula tradicional e o ambiente virtual de aprendizagem estão tornando-se gradativamente complementares. Isso ocorre porque, além do uso de variadas tecnologias digitais, o indivíduo interage com o grupo, de forma presencial ou online, intensificando a troca de experiências.

Por Lilian Bacich

Fonte: Entrevista sobre Ensino Híbrido