Para esclarecer alguns pontos fundamentais, como definição do Ensino Híbrido e qual a proposta do Grupo de Experimentações, uma breve entrevista fornecida à TV do Centro do Professorado Paulista. Clique aqui para assistir.

por Lilian Bacich
Para esclarecer alguns pontos fundamentais, como definição do Ensino Híbrido e qual a proposta do Grupo de Experimentações, uma breve entrevista fornecida à TV do Centro do Professorado Paulista. Clique aqui para assistir.

Na segunda parte deste artigo, que escrevi em parceria com a Carla e a Flávia, os principais desafios para a implementação do Ensino Híbrido são apresentados:
“Os desafios propostos no grupo de experimentações e realizados pelas professoras envolveram:
Depois disso, gradativamente, há um movimento de repensar a avaliação, provocar mudanças na cultura escolar e envolver toda a comunidade escolar no processo.“
Acompanhe a matéria completa aqui!
Neste podcast, eu e Marcelo Ganzela batemos um papo sobre o uso das tecnologias digitais na educação. Leia um trecho transcrito do bate-papo e siga o link, abaixo.
Lilian: De acordo com sua experiência, que dicas você poderia dar aos professores que têm interesse em utilizar as tecnologias digitais em sala de aula de forma realmente integrada?
Marcelo: Então, Lilian, acho que a primeira preocupação do professor deve ser garantir e potencializar o aprendizado. Agora, sabendo do contexto em que estamos inseridos, totalmente multimodal e tecnológico, não dá pra ignorar que as tecnologias podem ajudar nessa potencialização. Eu sempre penso, primeiro, nos objetivos de aprendizagem e, no momento em que vou planejar as aulas… no momento das estratégias, tento pensar nas melhores maneiras para atingir tais objetivos. É nesse momento em que me permito buscar recursos tecnológicos para as estratégias das aulas. Imagino meus alunos… penso no que os impacta e então os recursos tecnológicos vão surgindo no planejamento. Mas é fundamental mudar nosso padrão mental sobre a aula: preciso me questionar – que outras maneiras de se ensinar existem além da que eu sempre usei?
Lilian: Então, não estamos mais falando apenas em capacitar o professor para o uso das tecnologias digitais, mas em discutir com o professor o “como” fazer. De que maneira ele pode inserir as tecnologias digitais em seu planejamento de forma sustentada, inicialmente. Ou seja, aprimorando sua aula sem abandonar aquilo que ele julga positivo em sua forma de ensinar.
Na minha coluna deste mês, na Infogeekie, em parceria com educadores-referência do Ensino Híbrido, apresentamos a primeira parte do relato de implementação da proposta no Ginásio Experimental Carioca. Flávia e Carla foram as parceiras neste texto!
O Ensino Híbrido está inserido no bojo das metodologias ativas, uma vez que pressupõe o protagonismo do estudante em seu processo de construção de conhecimento, mediado pelos pares, pelos professores, pelas tecnologias digitais.
Conheça mais sobre o assunto na minha palestra completa, clicando aqui.
A formação continuada ou formação em serviço dos professores é sempre um desafio nas instituições de ensino. Quando se acrescenta a essa formação uma expectativa de uso de tecnologias digitais em sala de aula, muito mais do que substituindo o quadro de giz ou a lousa, mas incorporando seu uso às reais necessidades dos estudantes, como proposto pelo Ensino Híbrido, a situação fica ainda mais complicada…
No texto a seguir, publicado na Infogeekie de outubro, eu compartilho um pouco da minha experiência com o Grupo de Experimentação em Ensino Híbrido.
Minha experiência na formação de professores para o Ensino Híbrido
Como integrar tecnologias digitais na sala de aula?
Integrar as tecnologias digitais na sala de aula é um processo que não ocorre do dia para a noite e, nem, tampouco, pode ser considerado a solução para todos os problemas na educação. Integrar significa ter claros os objetivos do uso das tecnologias digitais para compor um todo, não para ser utilizada com um fim em si mesma. No modelo de ensino híbrido, a ideia é que educadores e estudantes ensinam e aprendem em tempos e locais variados, contando com as tecnologias digitais como aliadas nesse processo. O modelo de Ensino Híbrido aqui tratado é uma forma de abordagem para a Educação Básica que promove uma mistura entre o ensino presencial e propostas de ensino online, que ocorrem na sala de aula ou fora dela, porém, preferencialmente na escola, sem modificar a carga horária presencial. É possível considerar que o termo Ensino Híbrido está enraizado em uma ideia de que não existe uma forma única de aprender e que a aprendizagem é um processo contínuo. Assim, podemos considerar que os dois ambientes de aprendizagem, a sala de aula tradicional e o ambiente virtual de aprendizagem estão tornando-se gradativamente complementares. Isso ocorre porque, além do uso de variadas tecnologias digitais, o indivíduo interage com o grupo, de forma presencial ou online, intensificando a troca de experiências.
Por Lilian Bacich